Semana Mundial de Amamentação e Agosto Dourado

Entre os dias 01 e 07 de agosto, é celebrada a Semana Mundial do Aleitamento Materno e no Brasil temos ainda o Agosto Dourado, instituído em 2017 Congresso Nacional com o intuito de dedicar este mês à conscientização sobre a amamentação. Seja você mulher ou homem, com ou sem filhos, isso de alguma forma lhe diz respeito, afinal, o leite materno provavelmente foi seu primeiro alimento! Mas como essas datas foram estabelecidas e o que representam?

A Semana Mundial de Aleitamento Materno foi estabelecida em 1990 pela OMS Em conjunto com o UNICEF e desde então vem sendo celebrada em mais de 120 países. Em 2018, o objetivo é mostrar que a amamentação é o alicerce de uma boa saúde a longo prazo tanto da mãe quanto do bebê, por isso nesses dias o tema debatido é “Amamentação: a base da vida”. A mobilização tem algumas metas: informar sobre a relação entre amamentação, segurança alimentar e redução da pobreza; vincular o aleitamento materno a uma agenda nutricional de segurança alimentar e redução da pobreza; envolver indivíduos e organizações que atuem na promoção da amamentação e motivar mães a amamentar com consciência dos benefícios do leite materno.
O Agosto Dourado é mais recente, porém não menos relevante. Criado em 2017 a partir da Lei 13.435, esse período é dedicado a divulgação de informações e promoção de debates sobre a importância do ato de amamentar. O responsável pelas ações é o Ministério da Saúde, que inclusive lançou no último dia 27 de julho uma campanha para lembrar a Semana Mundial de Aleitamento Materno e também reforçar os benefícios da amamentação. A cor dourada é uma alusão à definição da OMS do leite materno como um alimento de ouro para a saúde dos pequenos. É sugerido, aliás, que prédios públicos recebam iluminação especial dourada, para marcar esse período tão especial.

Nesse oitavo mês do ano, não custa lembrar que o leite materno é um alimento riquíssimo, capaz de garantir um desenvolvimento cerebral saudável para os bebês e associado por especialistas à prevenção de infecções diarreia, problemas cardiorrespiratórios e obesidade. A menor incidência de câncer na infância é também relacionada diretamente ao aleitamento materno, em razão das substâncias anti-inflamatórias presentes no leite. Para que os pequenos possam usufruir desses e vários outros benefícios, que vão além da nutrição, a OMS recomenda que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de idade combinada à introdução alimentar. A continuidade do consumo de leite materno até 2 anos de idade ou mais é incentivada por médicos e outros profissionais da área da saúde.

É muito importante, no entanto, estabelecer uma rede de apoio para que amamentação ocorra da melhor maneira. E o melhor de tudo é que todos podem fazer parte dela! Se você tem uma gestante entre amigos e parentes, já durante a gravidez é possível indicar artigos que atestem os benefícios, esclareçam dúvidas e mitos e instruem sobre a preparação para a amamentação. Após o nascimento do bebê, sobretudo nas primeiras semanas, você pode dividir tarefas domésticas, evitando que a mamãe se sobrecarregue e deixando que ela e o pequeno descubram juntos o que os deixa mais confortáveis na hora das mamadas. Mais do que isso, incentivo e empatia são fundamentais! Uma mãe que se sente acolhida e encorajada certamente terá uma experiência positiva com a amamentação.

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