Por que não dar açúcar ao bebê?

O bebê nasce, os meses passam depressa e logo chega o momento da famosa introdução alimentar . Diante disso, surge a dúvida sobre o que oferecer ao novo membro da família no momento das refeições. Mas fique atento (a): a ingestão de açúcar por crianças durante os dois primeiros anos de vida é desnecessária e deve ser evitada: Isso vale tanto para o açúcar branco quanto para preparações que levem grandes quantidades de açúcar, como doces, refrigerantes e outras guloseimas. Não quer dizer que a oferta de açúcar venha carregada de más intenções, até porque são familiares e amigos próximos os maiores responsáveis por apresentar o açúcar ao bebê, porém é preciso ter cuidado.

Afinal, quais as razões para isso? A primeira delas é que alimentos ricos em açúcar são altamente calóricos, mas possuem pequena ou nenhuma quantidade de vitaminas minerais, logo seu valor nutricional é baixo. Muitos chamam isso de calorias vazias seu excesso é associado por especialistas à maior tendência a obesidade, diabetes e outras doenças. Sendo assim, a saúde de seu pequeno pode ser impactada a longo prazo pelo que você oferece a ele agora, enquanto ele se desenvolve e descobre tudo, sem a necessidade de alimentos doces típica dos adultos.

Além disso, o consumo de açúcar nos primeiros anos de vida, fase em que as papilas gustativas estão sendo formadas, pode ser viciante. A criança, então, tem seu paladar formado a partir da preferência por doces e pode rejeitar ou ter dificuldades para aceitar outros alimentos, inclusive os mais saudáveis. Outro fator que contribui para o vício é o fato de que o açúcar atua nos neurotransmissores, promovendo a sensação de bem-estar, tornando-se assim mais agradáveis.

A criação de uma rotina alimentar saudável também fica comprometida. Isso porque comemos quando temos fome, mas a ingestão excessiva de açúcar fornece energia de sobra, o que dificulta a formação do hábito de fazer refeições equilibradas nos momentos certos. Mudanças futuras em prol de uma vida mais saudável não são improváveis nem impossíveis, mas certamente uma pessoa que não aprendeu a fazer boas escolhas alimentares na infância terá dificuldades para realizá-las na fase adulta .

Estudos apontam que a lactose do leite materno é levemente adocicada, por isso os bebês em geral não rejeitam iogurtes adoçados, chocolates, balas e pirulitos. Se eles já gostam do sabor doce, por que não introduzir na sua alimentação o salgado, ácido, o amargo, por exemplo? Essa mudança pode apresentar resultados já entre 1 e 3 anos após o nascimento, quando o apetite das crianças reduz e elas se tornam mais seletivas em relação ao que comem. Isso quer dizer que aquelas que comem alimentos ricos em açúcar muito provavelmente selecionarão esse tipo de alimento. Cabe aos adultos, portanto, controlar a ingestão de açúcar dos pequenos e apresentar novos sabores a eles.Isso é fundamental para uma boa educação alimentar e adoção de uma dieta equilibrada, que traz diversos benefícios à saúde!

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